Pedras, lama e falta de sinalização transtorna vida dos motoristas no Jardim Represa
As obras do Rodoanel Mário Covas têm causado mais do que transtornos para os moradores do Jardim Represa, em São Bernardo. A grande quantidade de pedras e lama, e o alto movimento de caminhões, conseqüência das obras na Estrada Galvão Bueno, têm colocado a vida dos moradores em risco.
No dia 28 de outubro a vítima foi o motoqueiro Douglas de Oliveira Lima, 27 anos. Lima voltava pela Galvão Bueno, na altura do número 10.250, por volta das 23h, quando perdeu o controle da direção da moto e caiu, fraturando a perna. “Quando levantei, vi que a rua estava completamente forrada por pedras, e com muita lama. Fui pego de surpreso, não havia sinalização alguma” conta. O motoqueiro foi socorrido por um carro que passava no local.
No dia 16 de outubro foi a vez do cabeleireiro Sergino Gomes de Souza, que bateu em um ponto de ônibus. Souza também perdeu o controle do carro devido a grande quantidade de pedras na rua onde mora, no Jardim Represa. “A Prefeitura quer que eu pague o conserto do ponto, mas a culpa da batida foi da péssimas condição da rua” explica.
Lima, que também é diretor da Sociedade Amigos de Bairro do Jardim Represa, não conseguiu fazer o boletim de ocorrência devido à greve dos policiais civis. Vai nesta sexta-feira passar por uma perícia da polícia militar. O motoqueiro procurou as assistentes sociais das obras do Rodoanel, que o atendeu. “Eles dizem que estão ocupados, e disseram para eu voltar outro dia. Quando alguém me atende pelo telefone pede para eu fazer um B.O. e depois procurá-los. Há um total descaso do governo do Estado com as pessoas que vivem em torno dessa obra”.
Casas trincadas – Além dos transtornos causados pela má conservação nas ruas e avenidas, casas localizadas próximos às obras estão sofrendo rachaduras. A casa de Manuel Ferreira, 69 anos, tem rachaduras na sala e nos quartos. De acordo com Ferreira, há três meses funcionários do Rodoanel foram até a residência e tiraram fotos das paredes. Depois disso, ninguém voltou.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
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