segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Veja nosso Bairro sem o Rodoanel


No GooGle Maps você consegue visualizar o Bairro Jd Riviera sem as intervenções da obra do Rodoanel. http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&tab=wl

Protestos no Rodoanel expõem precariedade

Os freqüentes protestos e paralisações em canteiros do Trecho Sul do Rodoanel estão revelando as condições precárias de trabalho na obra viária. Em São Bernardo, 700 funcionários do Lote 2, no Jardim Jussara, cruzaram os braços por sete hora na terça-feira (08/04), até que o Consórcio Arco Sul recebesse sua pauta de reivindicações. Já em Santo André, 70 trabalhadores dispensados pela Pavigale receberam apenas 50% da verba rescisória e terão de recorrer à Justiça do Trabalho para garantir seus direitos.
“Deveria haver uma avaliação melhor para saber se a empresa que está sendo contratada tem, pelo menos, condição de cumprir as obrigações trabalhistas e previdenciárias de seus funcionários”, afirma Luiz Carlos Biazi, presidente do Sindicato da Construção Civil e do Mobiliário de Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, que vai encaminhar o processo trabalhista dos ex-funcionários da Pavigale.
A empresa foi contratada e dispensada pelo Consórcio Andrade Gutiérrez e Galvão (com sede administrativa em Mauá), que assumiu a responsabilidade de quitar as dívidas. Para o dirigente sindical, os problemas podem comprometer o cronograma de execução das obras do Rodoanel. “Uma empresa que no primeiro mês de serviço atrasa o pagamento tende a provocar um resultado negativo no andamento da obra”, avalia.
Negociação - No Lote 2, a negociação está sendo acompanhada pelo Sintracon (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Moveleiros de São Bernardo e Diadema). “Foi montada uma pauta e entregue à empresa. Aguardamos retorno”, comenta Cláudio Bernardes da Silva, diretor do sindicato. Em São Bernardo, o piso para o cargo de ajudante é de R$ 673, contra uma remuneração aproximada de R$ 654 recebida no canteiro do Lote 2.
Os trabalhadores também reclamam do valor da hora extra, cerca de 50% da hora normal de serviço (em outros locais, é 60%). “Não compensa, é uma mixaria”, critica o funcionário Pedro Barros. A reportagem entrou em contato com o Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), que prometeu enviar resposta sobre o assunto – o que não ocorreu até o fechamento desta edição.
Ameaça de greve no Pólo - Cerca de 2 mil trabalhadores da construção civil que atuam dentro do Pólo Petroquímico de Capuava ameaçam entrar em greve caso seus problemas não sejam resolvidos. Na quarta-feira (08/04), 1,4 mil funcionários da UTC Engenharia paralisaram o expediente por quatro horas. Na ocasião, uma assembléia organizada pelo Sindicato da Construção Civil e do Mobiliário de Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra definiu a pauta de reivindicações, que foi entregue no dia seguinte à empresa.
A pauta servirá de referência para todos os trabalhadores locados no Pólo. Por isso, se não for atendida, provocará nova paralisação dos trabalhadores da UTC, com adesão de outros 600 de outras três empresas: Andrade Gutiérrez, Engecic e Fast Engenharia. “O pessoal está reivindicando aumento de salário e já houve uma paralisação. Fizemos a pauta abrimos prazo de negociação com a empresa”, resume Luiz Carlos Biazi, presidente do sindicato.
Além da correção salarial pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), mais 15% de aumento real, os funcionários da UTC estão reivindicando jornada de trabalho de 40 horas semanais, convênio médico gratuito, prazo de experiência de 30 dias, direito de organização no local de trabalho, seguro de vida, crédito de alimentação, melhorias nos alojamentos e reembolso de passagem rodoviária.
Eles pedem ainda adicional de horas extras:100% para horas semanais, que hoje é de 60%, e 150% para horas trabalhadas nos domingos e feriados, que hoje é de 100%. (MP)

Famílias sofrem transtorno devido a obras do Rodoanel


Protesto no Rodoanel. moradores não querem ficar isolados.
Foto: Luciano Vicioni

Moradores pedem resposta do Governo do Estado
As obras do Trecho Sul do Rodoanel causaram mais uma manifestação na Região, desta vez em São André. Cerca de 100 moradores do bairro Recreio da Borda do Campo impediram o trânsito de veículos e fecharam na manhã desta quinta-feira (06/08) a principal via de acesso em protesto contra a obra viária que dividiu o bairro em duas partes.
De acordo com os moradores, cerca de 150 famílias ficaram isoladas na parte esquerda do bairro, local sem infraestrutura. As escolas, creches e unidades de saúde concentram-se após a rodovia e, conforme planta da obra passada aos moradores, o percurso até o serviços públicos, que antes era de pouco mais de 100 metros, passará a ter mais de três quilômetros, causando transtorno para quem vive no local.
Há quatro meses, os moradores foram informados pelo Dersa (Desenvolvimento Rodoviário SA), do governo do Estado, que a área também seria desapropriada e as famílias devidamente indenizadas. No entanto, as famílias ainda não foram notificadas.
Foi batendo panelas e exibindo faixas que as famílias pediram resposta ao Estado. “Tá demorando, tá demorando, tá demorando”, gritavam mulheres, homens, crianças e idosos. “Nós moramos em uma área afastada do centro da cidade, temos que usar todo o serviço que o bairro oferece. Do contrário, fica tudo mais difícil. Com essa obra, nem o pouco que o bairro oferece irei usar. O mínimo que eu peço é que todo esse transtorno seja minimizado” comentou Ana Paula Gonçalves, que mora no local há 12 anos.
Para Paulo Simões, que estuda à noite, o transtorno pode ser ainda maior. “Eu chego quase meia-noite em casa. Se tiver que dar toda essa volta, vou demorar mais, além de ser perigoso andar à pé nesse horário” disse o estudante. Um dos líderes do protesto, Rodolfo Martinuci, garantiu que a reivindicação é para que o Dersa entre em contato com os moradores e dê uma posição sobre a questão da desapropriação da área. “A área pode não ser usada para a construção de vias, mas fomos lesados pela obra, e queremos indenização por isso”, protestou.

MP entrará com ação contra Rodoanel


O Ministério Público de Santo André entrará com ação civil contra a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) por conta do isolamento causado pelo Trecho Sul do Rodoanel a 240 famílias do bairro Clube de Campo. Existe a possibilidade de que a ação peça a paralisação das obras até que a empresa apresente uma proposta para o problema.
O Rodoanel divide o Clube de Campo ao meio e a parte superior do bairro já começou a ficar isolada dos serviços básicos da cidade. Das quatro ruas que davam acesso ao bairro, apenas uma não foi bloqueada. Os pontos de ônibus estão a 40 minutos das casas, de acordo com os moradores. A contagem inicial feita do número de famílias na região era de 160, mas subiu para mais 80 numa segunda contagem.
Há sete meses, o promotor do Meio Ambiente, José Luiz Saikali, tenta um acordo com a Dersa para que as famílias fossem removidas. Mas, segundo ele, a empresa decidiu encerrar as negociações há duas semanas, optando por seguir os projetos já estabelecidos inicialmente para a região. “Não acho que a postura da Dersa foi correta. Se soubesse que não haveria como negociar, já teria entrado com a ação. O que a gente pode perceber é que não houve um estudo adequado das conseqüências da obra. Agora tenho que colocar tudo no papel com os elementos para entrar com a ação”, explicou.
A Dersa afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não fará nada que não esteja no estudo inicial das obras. Estão planejadas para a área de isolamento uma passarela, uma via de acesso ao Rodoanel que contornará o bairro e a canalização de um córrego.
O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) apresentou um plano de desapropriação das casas para o promotor, que foi rejeitado pela empresa. A proposta sugeria a desapropriação das 160 casas detectadas na primeira contagem. Das restantes, cerca de 40 também seriam ressarcidas, mas por valores menores. As outras 40 são chácaras de pessoas que não querem sair do isolamento e seriam anexadas ao território de Mauá. Em troca do trecho, a cidade cederia um trecho com vegetação próximo ao Parque do Pedroso para Santo André.
“Essas famílias ficarão sem acesso ao Centro da cidade e a serviços como unidades de saúde e escolas. A Dersa afirmou que não teria como realizar o projeto que apresentamos. Agora fica a cargo do juiz aceitar a ação que será movida pelo Ministério Público”, explicou o diretor de gestão ambiental do Semasa, Roberto Vasques.
Em fevereiro começaram a aparecer os primeiros problemas do isolamento das famílias. As chuvas de fevereiro alagaram algumas casas da região. “Eram os primeiros indícios de que havia problemas com o escoamento da água causados pelo Rodoanel”, destacou o promotor.
O operador de máquinas Lino de França, 43 anos, vive há 20 na rua Leão Marinho, que ficará na região superior do Rodoanel no Clube de Campo. Ele conta que os moradores não estão satisfeitos com a idéia da passarela sugerida pela Dersa. “Nossos filhos só terão essa via para poder ir a escola. Temos medo da situação à noite. Aqui estamos isolados, com apenas uma rua que dá acesso ao bairro, sem unidade de saúde”, contou.

Trabalhadores do Rodoanel transitam em nosso bairro com transporte que na subida anda de ré!

Trabalhadores do Rodoanel transitam em nosso bairro com transporte que na subida anda de ré!
Ainda bem que desta vez ninguém ficou ferido, acreditem, o mesmo ônibus voltou de ré por duas vezes no mesmo poste! Persistiram no erro! ...o resto vocês já sabem!

Nosso horizonte vem o Rodoanel!



Em frente da minha casa lá no Horizonte vem o Rodoanel!

Rodoanel divide bairro e cria ‘ilha’ sem saída em Sto. André

Por: Vanessa Selicani (vanessa@abcdmaior.com.br)

Obras do Rodoanel no Clube de Campo, em Santo André: comunidade não quer ficar isolada. Foto: Luciano Vicioni
Parte do Clube de Campo ficou isolada pelo anel viário; cerca de 240 famílias vivem cercadas pela obra e pela Billings
Vizinhos há 30 anos da represa Billings e do que resta da Mata Atlântica em Santo André, os moradores do bairro Clube de Campo convivem desde 2007 com os percalços de estarem ao lado da maior obra viária do Estado de São Paulo, o Trecho Sul do Rodoanel. Nos primeiros metros da avenida Mico Leão Dourado, principal via do bairro, o vazio aberto no meio das árvores denuncia a futura passagem e também o isolamento de parte do bairro. Divido em dois, o Clube de Campo iniciou desde o começo deste ano uma batalha com o Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) para que 240 casas restantes do lado superior do bairro sejam desapropriadas.
Para os moradores separados pelo Rodoanel, a obra torna mais difícil o acesso aos serviços públicos como unidades de saúde e escolas. A empresa afirma que construirá uma passarela para viabilizar o acesso à escola que fica do outro lado do bairro, e a duplicação da avenida Mico Leão Dourado. A discussão chegou ao Ministério Público e ao Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), que querem as desapropriações.
Se os imóveis saírem da região, a área desapropriada será reflorestada pelo Semasa e reincorporada ao Parque do Pedroso. Apesar de viverem em áreas de proteção, os moradores das ruas Leão Marinho e Tatupeba, da parte isolada do bairro, têm escritura dos imóveis. A área foi loteada na década de 1970.
O preço baixo dos terrenos foi o principal atrativo para os munícipes. A comerciante Juliana de Oliveira, 35 anos, aguarda até hoje pela chegada da água encanada e dos ônibus. “Quando vim para cá não tinha essas coisas ambientais. O melhor é que tirem todo mundo daqui”, disse.
O comerciante Elias de Oliveira, 47 anos, diz que o isolamento não é o maior percalço, já que o Rodoanel facilitaria o acesso à Capital. “Acredito que a desapropriação será feita de qualquer forma, já que essa área interessa ao Semasa por causa do reflorestamento. Então é melhor que seja feita agora.”
Ação - O Ministério Público de Santo André entrará com ação civil contra o Dersa por conta do isolamento causado às 240 famílias do bairro Clube de Campo nos próximos dias. Existe a possibilidade de que a ação peça a paralisação das obras até que a empresa apresente uma proposta para o problema.
Há sete meses, o promotor do Meio Ambiente, José Luiz Saikali, tenta um acordo com o Dersa para que as famílias fossem removidas. Mas, de acordo com o promotor, a empresa decidiu encerrar as negociações há duas semanas. “Não acho que a postura do Dersa foi correta. Se soubesse que não haveria como negociar, já teria entrado com a ação. O que a gente pode perceber é que não houve um estudo adequado das conseqüências da obra”, explicou.
O Semasa apresentou ao promotor um plano de desapropriação das casas, que foi rejeitado pela empresa. A proposta sugeria a desapropriação das 160 casas detectadas na primeira contagem. Das restantes, cerca de 40 também seriam ressarcidas, mas por valores menores. As outras 40 são chácaras de pessoas que não querem sair do isolamento e seriam anexadas ao território de Mauá. Em troca, a cidade cederia um trecho com vegetação próximo ao Parque do Pedroso para Santo André. (VS)