Tribunal de Contas da União apontou problemas no projeto básico da obra
O TCU (Tribunal de Contas da União) pediu o bloqueio de R$ 326 milhões destinados às obras do Trecho Sul do Rodoanel. A informação foi divulgada nesta terça-feira (30/09), no relatório de irregularidades em obras federais. O Tribunal apontou problemas no projeto básico da obra da rodovia, e pediu o bloqueio de R$ 326 milhões.
A decisão foi uma forma de evitar a paralisação da obra. O TCU vai encaminhar a lista com as recomendações ao Congresso Nacional, que decidirá pelo bloqueio ou não de recursos orçamentários do próximo ano para as obras.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Justiça social e respeito ao meio ambiente
Não basta que o desenvolvimento econômico se dê apenas a partir do resultado econômico. É preciso também que ele se faça com justiça social e respeito ao meio ambiente. É este o cerne dos conceitos que vem sendo acumulados nos grupos que estão participando das formulações das propostas de desenvolvimento regional dentro da 2a Jornada Cidadã/ABCD MAIOR.
O debate aflorou com toda clareza durante o Encontro Preparatório, realizado na Universidade Metodista, no último dia 13 de setembro. Uma fala do ambientalista Fábio Vital, lembrava que a sustentabilidade do desenvolvimento não pode ser medida apenas pela lucratividade do empreendimento. Mas que era preciso que a atividade respeitasse outras exigências de caráter social e ambiental.
O mesmo questionamento apareceu em outras manifestações de participantes do Encontro. Uma delas pedia esclarecimentos sobre estudos de impacto sócio ambiental em torno do projeto de construção da esteira da serra, uma das propostas consolidades dentro dos projetos que falam em fazer um ferro-anel na Região e que seriam estratégicas para dar vida a um polo de logística regional.
Outro questionamento que também exige manifestação dos técnicos está nos impactos sociais de obras como a do trecho sul do Rodoanel, responsável por desalojar centenas de famílias na Região.
As questões são todas pertinentes. Elas deixam para os participantes da 2a Jornada, autoridades e formuladores de políticas públicas regionais, o desafio de respondê-las, de forma que se possa, a partir de conclusões claras e objetivas, pensar ações concretas que possam garantir a retomada do desenvolvimento regional de forma sustentável, com justiça social e respeito ao meio-ambiente.
A Região não quer mais um processo de desenvolvimento nos moldes do surto automotivo dos anos 50. Um modelo que gerou a miséria social e o passivo ambiental com o qual nos deparamos hoje por todos os cantos do ABCD.
Por: Celso Horta (celso@abcdmaior.com.br)
O debate aflorou com toda clareza durante o Encontro Preparatório, realizado na Universidade Metodista, no último dia 13 de setembro. Uma fala do ambientalista Fábio Vital, lembrava que a sustentabilidade do desenvolvimento não pode ser medida apenas pela lucratividade do empreendimento. Mas que era preciso que a atividade respeitasse outras exigências de caráter social e ambiental.
O mesmo questionamento apareceu em outras manifestações de participantes do Encontro. Uma delas pedia esclarecimentos sobre estudos de impacto sócio ambiental em torno do projeto de construção da esteira da serra, uma das propostas consolidades dentro dos projetos que falam em fazer um ferro-anel na Região e que seriam estratégicas para dar vida a um polo de logística regional.
Outro questionamento que também exige manifestação dos técnicos está nos impactos sociais de obras como a do trecho sul do Rodoanel, responsável por desalojar centenas de famílias na Região.
As questões são todas pertinentes. Elas deixam para os participantes da 2a Jornada, autoridades e formuladores de políticas públicas regionais, o desafio de respondê-las, de forma que se possa, a partir de conclusões claras e objetivas, pensar ações concretas que possam garantir a retomada do desenvolvimento regional de forma sustentável, com justiça social e respeito ao meio-ambiente.
A Região não quer mais um processo de desenvolvimento nos moldes do surto automotivo dos anos 50. Um modelo que gerou a miséria social e o passivo ambiental com o qual nos deparamos hoje por todos os cantos do ABCD.
Por: Celso Horta (celso@abcdmaior.com.br)
Obras do Rodoanel colocam moradores em risco
Pedras, lama e falta de sinalização transtorna vida dos motoristas no Jardim Represa
As obras do Rodoanel Mário Covas têm causado mais do que transtornos para os moradores do Jardim Represa, em São Bernardo. A grande quantidade de pedras e lama, e o alto movimento de caminhões, conseqüência das obras na Estrada Galvão Bueno, têm colocado a vida dos moradores em risco.
No dia 28 de outubro a vítima foi o motoqueiro Douglas de Oliveira Lima, 27 anos. Lima voltava pela Galvão Bueno, na altura do número 10.250, por volta das 23h, quando perdeu o controle da direção da moto e caiu, fraturando a perna. “Quando levantei, vi que a rua estava completamente forrada por pedras, e com muita lama. Fui pego de surpreso, não havia sinalização alguma” conta. O motoqueiro foi socorrido por um carro que passava no local.
No dia 16 de outubro foi a vez do cabeleireiro Sergino Gomes de Souza, que bateu em um ponto de ônibus. Souza também perdeu o controle do carro devido a grande quantidade de pedras na rua onde mora, no Jardim Represa. “A Prefeitura quer que eu pague o conserto do ponto, mas a culpa da batida foi da péssimas condição da rua” explica.
Lima, que também é diretor da Sociedade Amigos de Bairro do Jardim Represa, não conseguiu fazer o boletim de ocorrência devido à greve dos policiais civis. Vai nesta sexta-feira passar por uma perícia da polícia militar. O motoqueiro procurou as assistentes sociais das obras do Rodoanel, que o atendeu. “Eles dizem que estão ocupados, e disseram para eu voltar outro dia. Quando alguém me atende pelo telefone pede para eu fazer um B.O. e depois procurá-los. Há um total descaso do governo do Estado com as pessoas que vivem em torno dessa obra”.
Casas trincadas – Além dos transtornos causados pela má conservação nas ruas e avenidas, casas localizadas próximos às obras estão sofrendo rachaduras. A casa de Manuel Ferreira, 69 anos, tem rachaduras na sala e nos quartos. De acordo com Ferreira, há três meses funcionários do Rodoanel foram até a residência e tiraram fotos das paredes. Depois disso, ninguém voltou.
As obras do Rodoanel Mário Covas têm causado mais do que transtornos para os moradores do Jardim Represa, em São Bernardo. A grande quantidade de pedras e lama, e o alto movimento de caminhões, conseqüência das obras na Estrada Galvão Bueno, têm colocado a vida dos moradores em risco.
No dia 28 de outubro a vítima foi o motoqueiro Douglas de Oliveira Lima, 27 anos. Lima voltava pela Galvão Bueno, na altura do número 10.250, por volta das 23h, quando perdeu o controle da direção da moto e caiu, fraturando a perna. “Quando levantei, vi que a rua estava completamente forrada por pedras, e com muita lama. Fui pego de surpreso, não havia sinalização alguma” conta. O motoqueiro foi socorrido por um carro que passava no local.
No dia 16 de outubro foi a vez do cabeleireiro Sergino Gomes de Souza, que bateu em um ponto de ônibus. Souza também perdeu o controle do carro devido a grande quantidade de pedras na rua onde mora, no Jardim Represa. “A Prefeitura quer que eu pague o conserto do ponto, mas a culpa da batida foi da péssimas condição da rua” explica.
Lima, que também é diretor da Sociedade Amigos de Bairro do Jardim Represa, não conseguiu fazer o boletim de ocorrência devido à greve dos policiais civis. Vai nesta sexta-feira passar por uma perícia da polícia militar. O motoqueiro procurou as assistentes sociais das obras do Rodoanel, que o atendeu. “Eles dizem que estão ocupados, e disseram para eu voltar outro dia. Quando alguém me atende pelo telefone pede para eu fazer um B.O. e depois procurá-los. Há um total descaso do governo do Estado com as pessoas que vivem em torno dessa obra”.
Casas trincadas – Além dos transtornos causados pela má conservação nas ruas e avenidas, casas localizadas próximos às obras estão sofrendo rachaduras. A casa de Manuel Ferreira, 69 anos, tem rachaduras na sala e nos quartos. De acordo com Ferreira, há três meses funcionários do Rodoanel foram até a residência e tiraram fotos das paredes. Depois disso, ninguém voltou.
Rodoanel interrompe fornecimento de água em São Bernardo
Acidentes em obras do Rodoanel prejudicam rede de água; empresas se reúnem nesta semana.
É a quarta vez nesta semana que obras do Trecho Sul do Rodoanel rompe rede de distribuição
Cerca de 10 mil pessoas estão sem fornecimento de água em São Bernardo desde a tarde desta segunda-feira (10/11) por causa do rompimento da rede de distribuição localizado na estrada Galvão Bueno, próximo a rodovia dos Imigrantes.
De acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), o acidente foi causado pela empresa responsável pelas obras no Trecho Sul do Rodoanel. É a quarta fez nos últimos sete dias que as obras rodoviárias causam interrupção no abastecimento de água. Foram atingidas as regiões centrais da cidade, Jardim da Represa, Jardim Uiriçaba, Parque Los Angeles e Jardim Canaã, além da região do Grande Alvarenga.
Sabesp e Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), responsável pelas obras, devem se reunir ainda esta semana em caráter emergencial para que os acidentes não ocorram mais.
Equipes da Sabesp concluíram o reparo da rede na manhã desta terça-feira (11/11) e o abastecimento está em recuperação, devendo ser regularizado de forma lenta e gradual ao longo do dia.
A distribuidora de água pede a colaboração dos moradores desses bairros para que economizem água, utilizando racionalmente a armazenada nas caixas residenciais e evitando desperdícios. Os casos de emergência serão atendidos pela Central de Atendimento 195 que funciona 24 horas. A ligação é gratuita.
É a quarta vez nesta semana que obras do Trecho Sul do Rodoanel rompe rede de distribuição
Cerca de 10 mil pessoas estão sem fornecimento de água em São Bernardo desde a tarde desta segunda-feira (10/11) por causa do rompimento da rede de distribuição localizado na estrada Galvão Bueno, próximo a rodovia dos Imigrantes.
De acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), o acidente foi causado pela empresa responsável pelas obras no Trecho Sul do Rodoanel. É a quarta fez nos últimos sete dias que as obras rodoviárias causam interrupção no abastecimento de água. Foram atingidas as regiões centrais da cidade, Jardim da Represa, Jardim Uiriçaba, Parque Los Angeles e Jardim Canaã, além da região do Grande Alvarenga.
Sabesp e Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), responsável pelas obras, devem se reunir ainda esta semana em caráter emergencial para que os acidentes não ocorram mais.
Equipes da Sabesp concluíram o reparo da rede na manhã desta terça-feira (11/11) e o abastecimento está em recuperação, devendo ser regularizado de forma lenta e gradual ao longo do dia.
A distribuidora de água pede a colaboração dos moradores desses bairros para que economizem água, utilizando racionalmente a armazenada nas caixas residenciais e evitando desperdícios. Os casos de emergência serão atendidos pela Central de Atendimento 195 que funciona 24 horas. A ligação é gratuita.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Aqui jás uma montanha
Uma velha rua agora sem saída
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